Numa cidade em que os dias ultrapassam o vagar das horas e eu perco-me nos dias e, perco-me também do relógio. E onde as pessoas mal olham para quem está mesmo ao seu lado. Eu olho. E escuto todos os fragmentos de conversas. Os dias correm. O calendário voa. E é como se estas pessoas não conhecessem, simplesmente, a cidade em que habitam, a cidade que é o seu berço e o cenário dos seus dias. Eu olho. Não me limito a ir. Elas passeiam-se com os seus pés automáticos de quem já percorre as ruas de olhos fechados, porque sabem onde vão ter, não precisam de ver. Eu continuo a olhar. Vou conhecendo. Elas não olham. Não conhecem. Limitam-se a viver. Eu preciso de ultrapassar esse limite, porque ver é muito mais do que viver. Ver é conhecer. Os dias correm, quase que passam por elas. Quando deviam ser elas a deixar marca nos dias. Quando deviam ser elas a ver enquanto vivem. Se calhar, nem se aperceberam que ainda ontem fazia sol de um Verão que se demorou a ir embora. E, que hoje, o dia acorda a pintar nuvens no céu para compensar a falta do sol. - Mas se não vêem, nem reparam. E, talvez, nem o sintam. - Continua ameno. O frio não rasga a pele se eu não me der a ele. Consegue-se suportar depois de uns dias passados no norte do país.
Olá, Lisboa.
Olá, Lisboa.
Reparamos sempre nos pormenores ...
ResponderEliminarVamos andar por aqui a reparar em tudo .
Um bom ano 2012 com carinho e amor .
luisaeadriano.